Olhe para fora da sua janela!

Artigos

Olhe para fora da sua janela!

Atuo como Designer Gráfico há mais de 15 anos em projetos que envolvem Branding, Naming e Design de Embalagens. Desde meus primeiros passos como estagiário na Universidade até realizar o sonho de ter o próprio estúdio, estive em contato com inúmeros estilos de empresas: daquelas compostas de uma única pessoa até multinacionais com sede em todos os continentes. Embora diferentes, pude observar uma similaridade entre a maioria delas: o pouco conhecimento do mercado em que atuavam ou iriam atuar.

Aqui no estúdio costumamos dizer que esses são casos em que os empresários/profissionais olham apenas para dentro do próprio negócio. É claro que, para toda regra, há exceções. Mas como essa característica chamou particularmente nossa atenção, decidi falar um pouco disso com vocês.

Para essa maioria dos casos, eu recomendo uma ação de Gestão de Marcas, também chamada de Branding, para que a condução das ações da marca em relação ao ambiente externo seja coordenada. Comumente ouço as expressões “eu acho”, “eu penso”, “eu quero” quando converso com empresários. Isso demonstra um pensamento limitado a respeito do próprio negócio quando a tomada de decisões sobre as ações da marca também deveria ser baseada em fatores externos, como: perfil de consumidores/stakeholders, concorrentes, hábitos de consumo, tendências, novas tecnologias e por aí adiante.

Um cenário diferente desse é o de corporações com departamentos estruturados, equipes de marketing, designers e pesquisadores. Diariamente, esses profissionais lutam para conseguir informações relevantes e apresentar um bom caminho para a gestão do principal ativo da companhia, a marca. Porém, também já presenciei casos em que uma personalidade superior da empresa (presidente/diretor) concentra o poder de decisão na sua própria experiência.

Gerenciar uma marca não é como resolver uma fórmula matemática, existe muito palpite e subjetividade, embora também existam dados. Por isso, há diversas ferramentas disponíveis e adotadas pelas empresas mais bem sucedidas e lucrativas, como pesquisas etnográficas e com usuários, análises paramétricas, planos de ações etc. Além disso, é um equívoco deixar de seguir algumas técnicas. Um clássico e simples exemplo disso aconteceu com a Ford. Henry Ford disse que seus clientes poderiam ter a cor de carro que desejassem, desde que fosse preto. Enquanto isso, a General Motors entendeu o mercado, apareceu com cinco opções de cores para os consumidores e roubou a cena.

Moral da história: seja a GM do seu segmento e olhe para fora da sua janela!