Naming – Como dar nome a uma marca ou produto.

Naming

Naming – Como dar nome a uma marca ou…

O nome é a forma como uma marca é transmitida diariamente, em diversas mídias. Ele deve ser significativo, e comunicar a essência da empresa e/ou produto, e também ser lembrado pelo público: Um nome que não é facilmente lembrado ou tem a pronúncia difícil, terá problemas de marketing e publicidade. Um bom nome pode abrir portas e trazer associações muito positivas para uma empresa. Além de atender a diversos fatores, o nome precisa estar disponível para registro, ou seja: ninguém pode ter tido essa ideia antes. Por precisar atender a vários requisitos, o processo de naming é rigoroso e exaustivo, várias técnicas são usadas para analisar a eficácia de um nome, afinal, o nome comunica muitas mensagens.

Abaixo uma lista dos principais tipos de naming:

Fundador: Quando a empresa adota um nome próprio (geralmente de seus fundadores), para representar a marca. Exemplos: Ben & Jerry’s e Ralph Lauren.

Descritivo: É a descrição do serviço prestado, comunicando diretamente qual a natureza do negócio ou do produto. Exemplos: Banco do Brasil e Museu de Arte de São Paulo.

Metáfora: Nome de objetos, lugares, pessoas, animais, processos e etc. que são adotados por transmitirem uma qualidade ou natureza da marca. Exemplos: Apple e Jaguar.

Inventado: O nome pode ser inventado, sendo assim único e diferente, tornando assim mais fácil de ser registrado legalmente. Porém é preciso um trabalho muito forte para que o nome seja lembrado por todos. Exemplos: Xerox e Kodak.

Encontrado: Uma palavra já conhecida, mas que não tenha relação natural e óbvia com a marca. Exemplos: Vivo e Oi.

Abreviações: Nomes muito longos ou complexos podem ser abreviados, criando uma nova palavra. Exemplos: Bradesco (Banco Brasileiro de descontos) e Esso (Standart Oil).

Acrônimos: Nomes muito longos e complexos também podem ser abreviados. Este tipo de naming também exige um grande trabalho de divulgação para serem lembrados. Exemplos: MTV e GE.

Palavra Mágica: Quando é alterada a ortografia de uma palavra já conhecida, criando assim um nome diferente e que pode ser registrado. Exemplos: Cingular e Netflix.

Estrangeirismo: São palavras de outra língua, não falada no país de origem da marca, que podem ter um significado especial para o produto ou negócio. Exemplos: Smiles e Chilli Beans.

Fontes:
WHEELER, Alina. Design de identidade de marca: guia essencial para toda a equipe de gestão de marcas. Porto Alegre: Bookman, 2012.
RODRIGUES, Delano. Naming: o nome da marca. Rio de Janeiro: 2AB, 2011.